Estava lendo essa matéria e a achei bem interessante, pois, minha bebezinha de apenas dois meses de vida as vezes tem uns "ataques de fúria" que me assusta...e fico me perguntando se isso é normal, ou mesmo se isso já é um traço de sua personalidade. Enfim, como não tenho resposta para todas as minhas perguntas visito constantemente sites especializados em bebês (os que são fontes confiáveis) buscando certas respostas, é claro que nem tudo o que eles dizem é absoluto, mas, essas matérias associadas à opinião da pediatra e associada ao nosso conhecimento do nosso filho nos ajuda a compreender melhor a situação...
Júlia quando era menor, com 2, 3 anos tinha algumas crises comportamentais, especialmente na presença de pessoas que ela sabia que a iria proteger, mas graças a Deus sempre tive muito jogo de cintura e sempre consegui contornar todas as situações...à medida em que ela está crescendo tem se tornado cada vez mais consciente e essas birras diminuíram muito, mas, como toda criança NORMAL, roda e vira tem uma crise para não perder o costume...rs. Outro dia estava conversando com a pediatra dela e comentei sobre alguns episódios, saí do consultório meio em choque com o parecer que ela me deu que foi mais ou menos assim:" Silene querida, você tem uma filha, uma criança, um ser humano que logo logo será um adulto...é incrível como esquecemos disso as vezes e nos iludimos achando que temos em casa uns bonequinhos controláveis...tudo o que você acabou de me contar é absolutamente normal, não vi nada demais em nenhuma das reações dela (e olha que escolhi os piores exemplos, pelo menos para mim), Júlia é um doce de criança, extremamente amorosa, respeitadora e principalmente conhecedora dos seus limites, o que demonstra que ela é muito bem educada, mas, por outro lado é uma menina de personalidade forte, que sabe se expressar muito bem, defende como ninguém o seu ponto de vista e sabe lutar por aquilo o que quer, o que na minha opinião é extremamente positivo, criança muito quieta é criança doente, criança apática, sem opinião, com muitos medos é extremamente preocupante...enfim, não vejo com maus olhos o que você chama de problema, e como já disse, criança que não faz birra, não faz manha, não chora por nada, não entra em "crise" não é criança, é um robô, e ainda não conseguimos gerar robôs...rs, fique tranquila!!!"
E depois desse dia desencanei com muita coisa que me deixava extremamente preocupada, consequentemente relaxei mais, acho inclusive, que quanto mais relaxada eu fico, quanto menos importância dou às birras dela, menos elas acontecem, no fundo são só para chamar a atenção mesmo, e se ela não tem atenção, a birra perde seu sentido.... #ficaadica
Bom, mas, encontrei essa matéria no site www.guiadobebe.uol.com.br e decidi dividi-la com vocês, é muito interessante e vale muito a pena sua leitura....
Beijocas.
"Quando falamos em bebês e crianças pequenas logo vem aquela vontade de estar perto deles, apertá-los, brincar com eles, pois além de serem fofos, trazem uma sensação de conforto e paz muito boa.
Mas, às vezes, nos deparamos com os "pitbebês", aqueles que dá medo até de chegar perto: eles adoram bater, gritar, morder. Como pode uma criança tão pequenina mostrar um comportamento tão agressivo?
É claro que os bebês não são culpados por essas reações, na maioria dos casos eles agem por instinto. Freud, em sua teoria da personalidade, já dizia que, ao nascer, o homem tem apenas a primeira estrutura, o Id, que representa os instintos.
Nos primeiros anos de vida precisamos ser atendidos imediatamente em nossas necessidades, e é exatamente isso que os bebês procuram. Bebês vão em busca de resultados rápidos, são impacientes.
Alguns psicólogos dizem que há evidências suficientes de que a agressão é uma reação predominante, senão inevitável, à frustração. E vale observar que os bebês têm dificuldades em controlar suas emoções nesta fase.
Uma criança extremamente dependente poderá ficar muito frustrada e agressiva por causa de uma breve ausência da mãe, o que pode representar para uma outra criança, mais independente, uma carência suportável. No entanto, a criança mais independente poderá se sentir muito mais frustrada e passar a agredir o amigo pelo fato desse amigo ter assumido a liderança de uma brincadeira no recreio.
Assim sendo, a reação de cada um vai depender muito da personalidade da pessoa, embora a educação que seu filho recebe dentro de casa e até mesmo na escola, possa ser uma das causas desse estranho comportamento.
É muito comum encontrar pais que, por receio de que seus filhos se tornem crianças muito passivas, estimulam e reforçam positivamente os atos agressivos: "Filho, você tem que aprender a se defender. Quando um amiguinho te bater, você deve fazer o mesmo".
Muitos pais, ao verem seus filhos chorar e espernear por não tolerar alguma contrariedade, acabam cedendo a todas as vontades do filho. A cada vez que situações como essas acontecem, a criança aprende que funciona gritar, espernear e chutar para conseguir o que quer, e acaba repetindo esse comportamento.
É importante que os pais tenham uma ação segura e firme, porém carinhosa que ajude a criança a estruturar seu ego e controlar seus acessos de raiva de forma mais rápida. Tente fazer com que seu filho compreenda que cada ação provoca uma reação, que poderá ser de aprovação ou de restrição.
Por isso, às vezes, deixar de fazer algo que a criança goste muito também funciona, pois ela vai perceber que não consegue tudo que quer agressivamente. Além de aprender a ouvir o não, o que é muito difícil entre as crianças. O melhor é ir acostumando a criança desde pequena a respeitar as decisões dos pais. Mas tome cuidado para não exagerar nas proibições!
Rafaela Rosas
Nenhum comentário:
Postar um comentário