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19 de abril de 2011

Primeiro Post do Papai

                  Contra qualquer preconceito masculino que possa existir, contra qualquer pudor, venho informar a todos que possam ter acesso a minhas primeiras palavras, que engravidar foi sem dúvida a experiência mais fantástica que já vivi. Pois é, tenho o atrevimento de dizer que engravidei, gestei e quase dei a luz a minha pequenina. Foi muito gratificante, fui daqueles maridos bem bestas, nunca faltei a uma consulta, sempre assisti aos exames, sempre atendi a todos os desejos da minha gravidinha e curti tudo que pude. A vinda de Julinha mudou nossas vidas.

                  Gosto sempre de falar das minhas meninas e procuro não me repetir, mas o que tenho a falar é de um amor que não tem explicação. Não tem palavras que mensurem, nem gestos que possam retribuir tanto sentimento. A chegada de Ju na minha vida foi como um recomeço, algo que fez nascer outra pessoa, disposta a dividir até o indivisível e transpor qualquer barreira que minha mente pudesse criar.

                   Fiquei bobo mesmo, e nem tenho problemas em reconhecer pois sei que quem já foi Pai sabe do que estou falando. Assisti minha filha brotando como um pequeno botão de rosa da barriga do meu amor, estava lá e até que tentei filmar, só não saiu lá muito completo o filme porque tava meio atordoado...rsrs. Ela era tão pequena e tão indefesa, tão nossa que nem parecia ser verdade. As médicas fizeram os procedimentos nela rapidamente, enrolaram em uma mantinha e disseram: "...toma Papai, segura tua filha nos braços...". Peguei ela, segurei no colo com a intimidade que só tem quem é pai, com aquela certeza íntima de que era de fato a primeira pessoa a acalenta-la nos braços. Brotaram algumas lagrimas, foi muita emoção, e sorri um riso que vinha de dentro da minha alma ao ver minha pequena linda e delicada a procurar calor junto a meu peito.

                Coloquei Julinha junto da mamãe, e magicamente ao nos unirmos ela se calou, todos naquela sala ficaram sem palavras, foi tudo muito rápido. Todos sabem que Jú tem a mania de ficar sempre juntando a gente, ela fala: "os dois, os dois!!!" e agarra o meu pescoço e o da mãe. Me pergunto as vezes se é maluquice achar que tem a ver com aquele momento inesquecível.

                Saudações a todos e vou ficando por aqui...

Um beijo do Papai.











Post do Papai

    Atendendo a pedidos, eis que teremos o primeiro post do Papai...

    Ansiosa para saber o que o papai tem para nos contar...

    Vamos lá!!!

14 de abril de 2011

Novidades...

                  Hoje recebi uma suuuuper dica de minha cunha tão amada...Biazinha, ela sugeriu que a cada semana, ou ao menos uma vez por mês, o Papai faça um post sobre suas experiências paternas, e possa dividir com vocês suas emoções e sensações com a chegada de Julinha.

                  Falei com ele, e ele ficou empolgadíssimo com a idéia...e fará em breve o seu primeiro post!!!

                 Biazinha obrigada pela sugestão, amei!!!!!!!

                 Vamos esperar para ver o que o papai tem para nos contar...até eu estou curiosa, rsrs

Beijo grande!!!!!!!!

13 de abril de 2011

Espatódea - Nando Reis

                  Essa música traduz muito do meu sentimento depois da chegada de Julinha, costumo dizer que Nando Reis a escreveu para nós duas, e com certeza se tornou nosso "hino" e jamais será esquecida, pois até hoje quando júlia escuta essa música ela diz: olha mamãe que você canta pra eu dormir...enfim, é nossa, não tem jeito!!!

Minha cor
Minha flor
Minha cara


Quarta estrela
Letras, três
Uma estrada


Não sei se o mundo é bom
Mas ele está melhor
Desde você chegou
E perguntou:
Tem lugar pra mim?


Espatódea
Gineceu
Cor de pólen


Sol do dia
Nuvem branca
Sem sardas


Não sei o mundo é bom
Mas ele está melhor
Desde que você chegou
E explicou
O mundo pra mim


Não sei se esse mundo está são
Mas pro mundo que eu vim já não era
Meu mundo não teria razão
Se não fosse a Zoé


10 de abril de 2011

O primeiro Cinema

            Aos 2 anos e 10 meses, levamos Julinha ao cinema pela primeira vez, passei alguns dias falando sobre o assunto, no dia passei algum tempo explicando como seria lá dentro, como deveria se comportar, o que poderia e o que não poderia fazer, e ainda assim, ela insistiu em ir.

            Pois bem, entramos no cinema, assistimos ao trailer, e com pouco tempo de iniciado o filme - Rio - ela começou a ficar assustada, chorosa, veio para meu colo, e pouco tempo depois disse que queria ir embora, eu não insisti, afinal de contas sabia que isso poderia acontecer, além disso, ninguém é obrigado a gostar de todos os programas, e como ela sempre foi receosa com lugares escuros, imaginei que seria difícil ela gostar de cinema.

            Até hoje tento levá-la outra vez, de repente com outro filme, em outro momento ela goste, mas ela continua resistente, sempre que falamos em cinema ela diz que ficaria mais feliz se fizesse esse ou aquele programa, sempre dá um jeito de fugir.

           Eu procuro não insistir, e espero o tempo dela, mas, também considero a possibilidade de realmente ela não ver a menor graça em cinema, e simplesmente não querer ir por opção, por não achar divertido, eu por exemplo, não gosto muito de cinema, apenas vou para satisfazer a vontade de meu marido, que adora, mas, pode ser que Julinha seja como eu, e devemos sempre respeitar a preferência de nossos filhos, resguardados os limites naturais que devem ser impostos a essas preferências, é claro!