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26 de fevereiro de 2013

Aumentando o cardápio...

         Como infelizmente minha pequena sempre se alimentou de leite artificial, diferentemente dos bebês que são amamentados, ela pode deixar de se alimentar exclusivamente com leite aos 4 meses... Confesso que estava ansiosa por essa fase, pois além de ser uma delícia acompanhar a reação do bebê a cada novo sabor experimentado, ir descobrindo as suas preferências e etc, também acredito que Liz não gosta de leite, posso está enganada mas tenho a nítida sensação de que ela implora por tomar outra coisa que não seja leite, isso confirmarei no futuro...

        Pois bem, respeitando as orientações da minha pediatra favorita, iniciei a introdução de novos alimentos quando ela estava com 4 meses e 1 dia...começando pelos suquinhos para só depois ela experimentar as frutas propriamente. Papinha salgada só aos 5 ou 6 meses dependendo da aceitação dela com os sucos e frutas.

        A cada dia eu fico mais ansiosa por saber como ela vai reagir, o que ela vai achar dessa ou daquela fruta, o que ela vai gostar mais ou menos, enfim, pra mim é um grande prazer reviver esse momento.

     Iniciei pela água de coco, ela simplesmente AMOU, Dra Cris sugeriu que começasse dando apenas 60ml, pela manhã e mais 60ml pela tarde. Pela manhã consegui manter a quantidade, mas à tarde ela já tomou 100ml...depois dei suco de lima, que ela também adorou, suco de maçã, que apesar de não ter ficado aparentemente tão satisfeita, tomou sem reclamações, e goiaba, ela detestou....

      Vou continuar até consegui dar o maior número de sucos possível, depois passarei para as frutinhas, espero que Liz seja tão tranquila quanto Júlia para comer, Julinha sempre aceitava tudo naturalmente, mas também quando não gostava não adiantava insisti.

     Só agora me dei conta do quanto o tempo passa rápido...outro dia estava aqui escrevendo sobre minha gravidez, agora já estou escrevendo sobre a alimentação da minha bebezinha...por isso precisamos aproveitar cada segundo dessa deliciosa fase, pois se não fizermos isso, amargaremos de arrependimento quando descobrirmos que não podemos fazer o tempo voltar atrás!!!!

25 de fevereiro de 2013

Desenvolvimento de Liz - 04º mês

     Minha pequena não pára de crescer...ela está com 65,5cm e com 7,0 kg. De um mês para o outro percebemos tanta diferença e tanta evolução que temos a impressão de que se passaram vários meses...
 
     A cada novo mês nos envolvemos mais e mais com os bebês, pois os laços vão se definindo e a nossa cumplicidade só aumenta...não resisto quando vejo os olhinhos brilhantes da minha pequena me acompanhando e quando a vejo fazer beicinho sempre que brinco com ela, mas não a levo ao colo. Já consigo sentir o seu amor, o seu carinho e a sua ternura, é como se ela me dissesse isso de diversas maneiras diferentes através dos seus olhinhos brilhantes, através do seu denguinho comigo, é delicioso, é mágico!
 
     Agora ela já senta por poucos segundos, cai, e faz um imenso esforço pra levantar...mas óbvio que ainda não consegue...já nos reconhece plenamente, é capaz de paralisar ao escutar de longe a minha voz, a voz do papai e até mesmo a voz de Julinha, ela demonstra um imenso amor pela irmã, acompanha atentamente todos os seus movimentos e quando estão brincando solta as maiores gargalhadas que já presenciamos, são momentos inesquecíveis! O mais interessante é que quando Julinha está na escola, Liz fica olhando para a cama dela vazia e reclama tanto que tenho a impressão de que ela está inconformada com sua ausência, mas quando avista a irmã na porta, o seu rosto se ilumina com o tamanho do seu sorriso.
 
     Esse mês introduzimos os suquinhos de frutas e as papainhas de frutas, como o seu aleitamento é artificial esse é o momento adequado para o aumento do seu "menu". Ela está tendo ótima aceitação, reclama de pouca coisa...vamos ver como será daqui pra frente...

6 de fevereiro de 2013

Pérolas de Julinha

              Minha pequena filha é uma criança extremamente especial. A cada dia que passa ela me surpreende mais e mais com sua sensibilidade, com sua atenção a tudo o que acontece à sua volta, com seu carinho e afeto com todos que lhe são queridos, mas especialmente comigo e com o papai, e principalmente com sua inteligência e capacidade de compreensão e percepção.
 
             Hoje foi um dia em que tive mais uma prova do quão inteligente ela é, e principalmente de como tem um raciocínio lógico com relaçao a tudo o que acontece à sua volta.
 
             Estávamos no carro, indo ao médico, apenas eu e ela, quando de repente ela pergunta:
 
- mamãe, quem nasceu primeiro?
 
- como assim filha? quem nasceu primeiro, se eu ou você? claro que fui eu...
 
- não, mamãe, eu sei que você nasceu antes de mim e vovó Maria nasceu antes de você...eu já sei de tudo isso...quero saber de tudo...das coisas...dessas coisas todas do mundo...do mar, dos animais, das plantas, dos carros...de tudo...quem nasceu primeiro?
 
- eu chocada, primeiro pela compreensão das gerações (o que para mim já era muito), e depois pela profundidade da pergunta (pensei...meu Deus, ela só tem 4 anos e já está preocupada com o surgimento do mundo...só não sabe externalizar isso em palavras, mas é o que ela quer saber, e o que eu digo? é tudo tão complexo...como explicar????), meio sem resposta soltei um..."filha, você é muito nova pra tentar entender essas coisas, é muito difícil de explicar, eu nem sei direito como te explicar isso...
 
- mamãe, é simples, se tudo isso foi criado, precisa ter um criador...ahhhhhh, eu já sei quem é o criador mamãe...é papai do céu, foi ele quem criou tudo isso?
 
- eu ainda mais incrédula...sim filha, isso mesmo, Jesus cristo foi quem criou tudo isso...
 
- Ai que legal mamãe, então Jesus viveu aqui no meio da gente??? Ele nasceu, criou tudo e depois foi morar no céu????
 
                   Eu nunca achei que minha filha me deixaria sem palavras, mas ultimamente ele tem feito isso constantemente, eu fico...emocionada, feliz...realizada, sim, essa é a palavra: me sinto realizada por está conseguindo criar minha filha da maneira como sempre sonhei, cheia de autonomia, dona de suas próprias vontades, defensora do seu ponto de vista, sabendo impor sua opinião como poucos adultos o fazem, auto confiante, sabedora e respeitadora dos limites impostos, mas acima de tudo, consciente de que possui asas e de que pode e deve voar...ela possui um olhar crítico para tudo, e isso me encanta, me fascina, seu raciocínio rápido e lógico me enchem de orgulho, mas, ela consegue me surpreender sempre, sinto que ela é o melhor de mim, ela herdou tudo o que havia de melhor em mim, e se tornou uma "mini mim" muito, mas muuuuuito melhor do que eu conseguiria ser!!!!

1 de fevereiro de 2013

Psicólogo na infância (Des) Necessário

       Quando engravidei de Julinha, em 2006, comecei a ler tudo sobre gestação, maternidade, educação doméstica, alimentação saudável e tudo o mais que envolvia uma criança.

       Dentre as minhas pesquisas encontrei opiniões divergentes sobre a necessidade ou não de buscar orientação de um psicólogo para tirar dúvidas de como educar melhor minha filha, e confesso que fiquei confusa entre ser necessário ou dispensável a ajuda desse profissional. Contudo, pouco tempo antes de engravidar conheci uma pessoa que durante algum tempo conviveu muito comigo, e ela tinha um filho na época com 5 anos de idade. Fiquei fascinada com sua forma de educá-lo... eu inclusive a utilizei como parâmetro quando engravidei. E, em uma de nossas infinitas conversas ela me disse que o que a ajudou a saber como educar o filho foi justamente o acompanhamento de um psicólogo, ela me disse que não o teria educado tão bem sem tal ajuda.

       Pois bem, minha filha nasceu e nunca precisei ou pelo menos nunca senti necessidade de buscar a ajuda desse profissional. Mas, os anos se passaram e eis que hoje ela ganhou uma irmãzinha...e, apesar de continuar muito agradecida a Deus por Julinha ser como é, durante o período das férias em especial, ela passou a ter atitudes com as quais eu não soube como lidar, embora eu soubesse que aquela fase passaria tão logo ela voltasse às aulas...

       Desde quando engravidei de Liz passei a escutar o tempo inteiro e de quase todas as pessoas que me cercam que eu deveria me preparar pois Julinha COM CERTEZA teria ciúmes da irmã...eu não dava muito ibope ao que essas pessoas falavam pois conhecia muito bem minha filha e poderia prevê todas as suas reações, e eis que depois do nascimento de Liz, Júlia passou a agir exatamente como eu havia previsto...sempre muito participativa, querendo se envolver em tudo, cobrindo a irmã de carinho, não desgrudava dela, mas, como sempre foi muito ansiosa e assim como eu, intensa em tudo o que faz, ela beijava tão forte que "machucava", o que nos fazia reprimi-la o tempo todo, o que obviamente é um problema para uma cabecinha de 4 anos que está tendo de lidar com a chegada de uma nova pessoa que está "roubando" a cena, seus pais, parentes e amigos...mas, como sou muito sensível e tenho uma percepção muito boa do que acontece em minha volta, logo percebi que isso poderia se tornar um problema e passei a ter mais cuidado com a forma de reprimi-la e pedi a todos que estavam à nossa volta que tentasse tomar o mesmo cuidado. Desse modo, ela deixou de reagir e fomos lidando melhor com os "ataques de felícia dela"...rs.

       Tudo corria muito bem, até que Julinha entrou de férias da escola, e diferentemente dos outros períodos de férias e finais de semana, não conseguimos dar a atenção que ela estava acostumada a receber e muito menos conseguimos levá-la para passear como sempre fazíamos, e então nesse momento, ela começou a manifestar o seu ciúme e a reclamar da nossa falta de tempo para ela, como isso nunca havia acontecido fiquei um pouco perdida em como lidar com a situação sem criar traumas ou acabar agravando ainda mais o problema, e me vi sem outra alternativa: a levei a uma psicóloga.

       Como nunca fiz terapia e era a primeira vez que acompanhava alguém a uma consulta com uma psicóloga, desconhecia a rotina de um tratamento. Gostei da primeira consulta e fiquei feliz por Júlia ter gostado também. Como ela sempre foi muito comunicativa não teve o menor problema em conversar abertamente com a psicóloga.

        Ela já fez algumas sessões, mas, estou convencida de que em nosso caso, a presença de uma psicóloga é desnecessária... Até porque, assim que as aulas recomeçaram, como era esperado, ela voltou a se comportar como antes, e paramos de ter problemas com ela no que se refere à presença da irmã.

        Não sei se escolhi a profissional errada ou se eu como mãe basto como psicóloga da minha filha...vamos ver!!!