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23 de dezembro de 2007

Porque fazer um Blog?

            Eu passei vários dias pensando em uma maneira de repaginar esse blog, pois ainda não estava satisfeita com o resultado, e então comecei a pesquisar vários blogs de mães que assim como eu, criaram um, e encontrei vários com os mais diversos objetivos, mas sem dúvida alguma, o principal deles era homenagear seus filhos e compartilhar esse amor tão imenso e indescritível que é o amor de mãe, e encontrei muitos com os quais eu me identifiquei (apesar de mãe no fundo ser tudo igual...) e baseado nesses blogs decidi mudar um pouco, ou melhor, acho que vou mudar tudo do que havia feito até agora e tentar fazê-lo de outra forma.

            Desejo que esse blog tenha alguma utilidade para o leitor, que não seja apenas a de participar do meu amor por minha filha, com isso pretendo postar todas as dicas que eu considere interessantes para ajudar a todas as mamães, e assim compartilhar e trocar experiências...Não que eu me considere nenhuma expert no assunto, muito pelo contrário, busco muita informação justamente por me sentir muito despreparada e insegura nesse quesito, por isso tudo o que eu vivenciar ou mesmo aprender, seja lendo algum texto interessante, seja por orientação da minha pediatra, que tenha alguma relevência para o assunto, postarei aqui, além é claro do acompanhamento e desenvolvimento de minha filhota - a grande inspiradora para a criação deste blog, pois sem ela ele nem existiria.

            Espero sinceramente que ele fique muito lindo e que minha pequenina Júlia tenha muito orgulho da mamãe quando ela puder ler pela primeira vez (o que vai demorar alguns bons anos ainda...rsrs)

20 de dezembro de 2007

Os enjôos

            Minha felicidade foi subitamente frustrada pelos enjôos...que começaram tão logo descobri que estava grávida, bastou entrar no avião no dia seguinte à descoberta da minha gravidez pra eles virem me fazer companhia...eram horríveis...parecia que estava suuuper doente, mal consegui curtir a fase inicial da minha gravidez, emagreci muito, não comia nada, nada mesmo, aliás, mal conseguia sentir o cheiro das comidas que já passava mal, até água passei uns diazinhos tão ruins que não conseguia tomar...nem um copozinho que fosse, mas graças à Deus, como num passe de mágicas, ao completar 3 meses, eis que eles desaparecem, da mesma maneira instantânea com que surgiram...e surge uma fome, mas daquelas desesperadoras, parecia que só podia parar de comer depois que não houvesse mais nada comestível na minha frente, uma gula com a qual era difícil conviver, principalmente pra mim que sempre comi tão pouco...

            Bom, é lógico que nada disso é regra, tenho amigas que engravidaram e desconhecem completamente a palavra enjôo, bem como conheço outras pessoas que enjoaram até a hora do parto literalmente (minha sogra), portanto não existe fórmula, não se trata de matemática, isso varia de acordo com cada mulher, com cada organismo, e por mais que seja parecido acredito que nunca seja igual uma à outra.

               Mas aí vai algumas dicas para diminuir os enjôos:

            - Dramim (embora em mim não tenha feito o menor efeito, mas, em algumas mulheres cortam completamente os sintomas) - DESDE QUE HAJA PRESCRIÇÃO MÉDICA, não sou médica e não estou aqui querendo fazer nenhum tipo de prescrição medicamentosa

              - Gelo (eu chupava mesmo, literalmente, e me fazia super bem), mas coisas geladas de um modo geral já ajudam, como picolé de limão por exemplo, por ser azedinho também ajuda a cortar um pouco a sensação de enjôo.

                Apesar de ser bem desagradável esse perído, não tenha dúvidas de que assim que ele passa você o esquece completamente, e em nome de sua felicidade vale muito a pena aguentar todo esse desconforto, pois não há ganho sem dor!!!

23 de outubro de 2007

Enfim...Positivo!!!

            Era para ser uma manhã como outra qualquer, mas eu decidi comprar um teste de farmácia e saber porque minhas regras (como dizia minha mãe rsrs) estavam tão atrasadas, esta parte não era nenhuma novidade, provavelmente por causa da minha ansiedade, ela que era tão certinha, passou a ser totalmente desorientada e atrasar era sua diversão preferida, mas não como desta vez, pois agora já havia mais de uma semana de atraso, o que era muito para alguém tão ansiosa que bastava ter 2 ou 3 dias de atraso que corria para a farmácia...e sempre dava de cara com um "negativo".
             Dessa vez foi diferente porque estava excessivamente tranquila, e, depois de feito o teste custei a acreditar no que via, chamei meu marido e pedi que ele confirmasse o que eu estava vendo...chorava e ria ao mesmo tempo, as lágrimas rolavam numa velocidade que jamais entenderei, pois ao mesmo tempo gargalhava sob os olhares incrédulos e agora já nervosos de Lucas, como havíamos esperado tanto por esse resultado, um simples teste de farmácia não bastava, fomos no mesmo instante a um laboratório fazer o beta HCG, o resultado sairia em 2h, mas acho que esperei durante 1 ano inteirinho...fomos para casa aguardar o resultado do exame pela internet, e quando confirmei o tão sonhado e esperado "positivo" quase desabo de tanta emoção, nunca vou saber descrever o que senti naquele momento, só queria gritar pra que o mundo inteiro escutasse: ESTOU GRÁVIDA!!!, mas como isso não era possível me contentei em pular e comemorar com Mô, depois ligamos para minha mãe (e foi mais uma festa, pois acho que ela estava tão ou mais ansiosa do que eu..), contamos para minha sogra e ligamos pra Karol...bom, depois não consigo mais me lembrar a sequência de pessoas que falamos...
            Só lembro que fiquei triste por não poder comemorar pois estávamos de malas prontas, fomos passar uma semana em Recife (um pouco de trabalho e um pouco de diversão), e essa viagem que era tão esperada tinha acabado de perder a graça pois tudo que eu queria era poder ficar perto da minha família e dos meus amigos para curtir aquele momento...
             Olha a minha cara de felicidade nessa foto...o detalhe é a mão já na barriga...rsrs (tinha 2 dias que eu tinha descoberto minha gravidez, estava com 6 semanas de gestação) mas estava muito, muito feliz:

16 de setembro de 2007

A escolha da(o) obstretra

             A escolha do obstetra, em minha opinião, é uma das escolhas mais importantes da vida de uma mulher. Existem pessoas que dizem que isso é uma bobagem, que médico é tudo igual, enfim...eu discordo completamente dessa opinião, acredito e defendo que por se tratar de uma relação de pura confiança, precisamos escolher muito bem o profissional que nos acompanhará pelos nossos 9 meses mais preciosos, portanto, devemos saber exatamente quem é esse profissional, tentar colher o máximo de informações a respeito dele, procurar saber quantos partos já fez, tentar conversar com outras pacientes, com o objetivo de saber como é a relação médico-paciente, se é um médico atencioso, paciente, se tira todas as suas dúvidas, se atende suas ligações, enfim...precisa de fato confiar nesse médico e estabelecer uma relação mais que de confiança, uma relação de entrega mesmo, pois deve seguir e respeitar todas as orientações feitas por ele para garantir uma gravidez segura.
            Eu particularmente, visitei algumas obstetras (sempre tive uma certa restrição a médicos, quando se trata de ginecologista/obstetra...é uma questão de intimidade mesmo...não fico confortável, não tem jeito!!!), por isso sempre busquei apenas médicas, visitei quatro, até enfim conhecer CLÁUDIA MARGARETH SMITH, excelente atendimento, eu recomendo de olhos fechados.
             Fiz a minha primeira consulta com ela 6 meses antes de minha filha nascer, tivemos uma longa conversa e já saí de lá com requisições para fazer vários exames (segundo ela indispensáveis para que você possa engravidar com tranquilidade), foi uma conversa excelente, esclareci todas as minhas dúvidas, Dra Cláudia é extremamente paciente e atenciosa, até as dúvidas mais bobas que eu tinha ela esclarecia com a maior calma, além de ser profundamente experiente, nunca saí de seu consultório com a mínima dúvida, e sem que ela me desse uma longa explicação sobre o assunto do meu interesse e o melhor de tudo foi que ela ganhou minha confiança, e a partir de nosso primeiro contato passei a seguir a risca todas as suas orientações/recomendações e fiquei imensamente satisfeita, ainda que eu tivesse mais 10 filhos, sem dúvida alguma faria meu parto e acompanhamento com ela.
               Meu parto, gaças a Deus e à competência de Dra Cláudia, foi um sucesso, demorou pouco mais de 30 minutos (sem contar o tempo da anestesia e do tempo que esperamos esta fazer efeito), e minha recuperação também foi excelente, em razão disso, preciso dar os créditos a quem de direito, por isso um post exclusivo sobre esse assunto. #ficaadica

25 de março de 2007

O começo...

            Eu tive a sorte de poder planejar minha gravidez e sou muito grata a Deus por isso, afinal de contas nesse mundo tão imprevisível tudo pode acontecer...
            Ficava muito preocupada em viver uma gravidez inesperada, pois faz parte da minha personalidade planejar e programar tudo (ou pelo menos tudo o que é possível), como me casei com uma pessoa que é exatamente igual a mim nem sei como seria se ficássemos grávidos de surpresa, não que a felicidade fosse menor, porque o que realmente importa é que um filho seja fruto de uma relação de amor, carinho e respeito e isso é mais uma das dádivas de Deus em minha vida, ter me abençoado com um marido simplesmente indescritível e por ter um lar coberto de amor, cumplicidade e felicidade, mas, voltando ao assunto anterior, acho que ficaríamos bem atrapalhados com a chegada de um filho inesperado...
          Imagino que seja muito complicado administrar a chegada de uma criança inesperadamente, pois um filho muda completamente a vida de todos, digo todos porque não é só a vida do casal que muda com a chegada de um bebê não, as mudanças vão desde e principalmente os pais até os amigos mais próximos que convivem sempre conosco, passando por tios e avós, mas, se você está entre aquelas pessoas que viveram uma gravidez inesperada, sabe melhor do que eu que no início parece tudo muito difícil, mas, que a sensação que se têm é a de que o bebê arruma a casa por nós e, a partir do seu nascimento, parece que todos o esperavam há anos...e em pouco tempo ninguém mais se lembra se houve ou não planejamento, principalmente o bebê, aliás acho que esse sim é que nunca deveria saber desse pequeno detalhe para não causar desconfortos e sofrimentos desnecessários, afinal de contas tanta coisa linda está por vir, tantos momentos maravilhosos, que esse detalhe deve passar despercebido...

23 de março de 2007

Planejando sua chegada...

            Foi um dia muito importante o dia em que decidimos que estava na hora de termos o nosso bebê, me lembro como se fosse hoje, eu e Mô passamos horas conversando sobre o assunto, tentando imaginar o sexo, como ele ou ela seria (apesar de sempre ter desejado uma menina, inclusive nesse dia, quando ela ainda não passava de um sonho eu já a chamava pelo seu nome), como arrumaríamos nossa casa para recebê-la, enfim, até da escolha dos padrinhos nós falamos (mas esse é um assunto que ganhará um post mais à frente), nesse dia fui dormir ansiosa pra marcar uma consulta com a obstetra e assim o fiz, no dia seguinte bem cedo fomos conversar com minha obstetra que passou uma bateria de exames para mim, e depois de avaliar os resultados nos mandou namorar bastante e aguardar...
               
              Parecia tão simples, mas como nada na minha vida costuma ser muito fácil, não seria logo essa conquista tão importante que fugiria à regra, passaram-se 6 longos meses até que, quando eu já nem acreditava mais, ou melhor, quando nós decidimos adiar os planos sobre a gravidez, eis que a tão esperada notícia chega e eu descubro que estou grávida...

            Por experiência própria vou dar algumas dicas sobre o assunto:

             Dica nº 1 - quando você decidir engravidar não conte isso a absolutamente ninguém, nem mesmo a sua mãe (é óbvio que isso é apenas uma sugestão, pois cada um sabe exatamente o que é melhor para si, mas procure se preservar, é importante), pois nesse momento a sua ansiedade e a do seu marido já serão suficientes, dispense mais pessoas ansiosas por perto pois isso só atrapalhará...

             Dica nº 2 - antes mesmo de iniciarem os trabalhos...rsrs, escolha quem será seu/sua obstetra, marque uma consulta, tire todas as suas dúvidas, e principalmente faça todos os exames para saber se você pode engravidar tranquilamente...

             Depois de tomadas essas providências, vem a melhor parte de todas....esperar...rsrs, te garanto que esse será o momento que seu marido mais vai adorar, e cumprirá o papel dele direitinho e sem reclamações...rsrs