Infelizmente não fui merecedora da dádiva de poder amamentar minha filha (acho que Deus já havia sido generoso o bastante ao permitir que eu a tivesse gerado e com saúde), mas a sensação de frustração foi insuportável...assim que a trouxeram para mim, depois de passadas as horas necessárias de observação, ela estava faminta, a boquinha já veio ansiosa buscando pelo alimento, mas...eu não podia...não do jeito que queria, não do jeito que sonhei...e tive de vê-la sendo alimentada pela enfermeira, porque eu não consegui fazer isso...fui fraca....covarde...enfim, jamais conseguirei explicar aqui o quão ruim foi a minha sensação, me sentia tão impotente, tão pequena diante da impossibilidade de poder alimentar minha filha...
Não sei se os leitores desse blog conseguirão mensurar o quanto é difícil pra mim falar sobre assunto assim, de forma pública, mas faço isso com um único objetivo: o de mostrar que eu seria capaz de fazer qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, para ter podido viver essa experiência que imagino ser tão perfeita quanto àquela da gestação, e me revolto quando vejo algumas mulheres deixarem de amamentar, ou mesmo retirar a mama antes do tempo mínimo recomendado pelos médicos (6 meses) por mera vaidade, é no mínimo revoltante... é claro que cada um tem a liberdade de fazer suas próprias escolhas, mas posso garantir que se vocês estivessem na minha situação JAMAIS agiriam dessa forma, sem dúvida alguma, dariam muito mais valor ao ato de amamentar...
O que eu acho mais curioso, é que apesar de minha filha nunca ter mamado, até hoje ela brinca comigo dizendo que quer mamar igual ao bebezinho e fica em meu seio fingindo que está mamando...e acho simplesmente maravilhoso, pois ela, no auge da sua inocência me faz viver, ainda que de brincadeirinha, o momento mais sonhado da minha vida...