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1 de fevereiro de 2013

Psicólogo na infância (Des) Necessário

       Quando engravidei de Julinha, em 2006, comecei a ler tudo sobre gestação, maternidade, educação doméstica, alimentação saudável e tudo o mais que envolvia uma criança.

       Dentre as minhas pesquisas encontrei opiniões divergentes sobre a necessidade ou não de buscar orientação de um psicólogo para tirar dúvidas de como educar melhor minha filha, e confesso que fiquei confusa entre ser necessário ou dispensável a ajuda desse profissional. Contudo, pouco tempo antes de engravidar conheci uma pessoa que durante algum tempo conviveu muito comigo, e ela tinha um filho na época com 5 anos de idade. Fiquei fascinada com sua forma de educá-lo... eu inclusive a utilizei como parâmetro quando engravidei. E, em uma de nossas infinitas conversas ela me disse que o que a ajudou a saber como educar o filho foi justamente o acompanhamento de um psicólogo, ela me disse que não o teria educado tão bem sem tal ajuda.

       Pois bem, minha filha nasceu e nunca precisei ou pelo menos nunca senti necessidade de buscar a ajuda desse profissional. Mas, os anos se passaram e eis que hoje ela ganhou uma irmãzinha...e, apesar de continuar muito agradecida a Deus por Julinha ser como é, durante o período das férias em especial, ela passou a ter atitudes com as quais eu não soube como lidar, embora eu soubesse que aquela fase passaria tão logo ela voltasse às aulas...

       Desde quando engravidei de Liz passei a escutar o tempo inteiro e de quase todas as pessoas que me cercam que eu deveria me preparar pois Julinha COM CERTEZA teria ciúmes da irmã...eu não dava muito ibope ao que essas pessoas falavam pois conhecia muito bem minha filha e poderia prevê todas as suas reações, e eis que depois do nascimento de Liz, Júlia passou a agir exatamente como eu havia previsto...sempre muito participativa, querendo se envolver em tudo, cobrindo a irmã de carinho, não desgrudava dela, mas, como sempre foi muito ansiosa e assim como eu, intensa em tudo o que faz, ela beijava tão forte que "machucava", o que nos fazia reprimi-la o tempo todo, o que obviamente é um problema para uma cabecinha de 4 anos que está tendo de lidar com a chegada de uma nova pessoa que está "roubando" a cena, seus pais, parentes e amigos...mas, como sou muito sensível e tenho uma percepção muito boa do que acontece em minha volta, logo percebi que isso poderia se tornar um problema e passei a ter mais cuidado com a forma de reprimi-la e pedi a todos que estavam à nossa volta que tentasse tomar o mesmo cuidado. Desse modo, ela deixou de reagir e fomos lidando melhor com os "ataques de felícia dela"...rs.

       Tudo corria muito bem, até que Julinha entrou de férias da escola, e diferentemente dos outros períodos de férias e finais de semana, não conseguimos dar a atenção que ela estava acostumada a receber e muito menos conseguimos levá-la para passear como sempre fazíamos, e então nesse momento, ela começou a manifestar o seu ciúme e a reclamar da nossa falta de tempo para ela, como isso nunca havia acontecido fiquei um pouco perdida em como lidar com a situação sem criar traumas ou acabar agravando ainda mais o problema, e me vi sem outra alternativa: a levei a uma psicóloga.

       Como nunca fiz terapia e era a primeira vez que acompanhava alguém a uma consulta com uma psicóloga, desconhecia a rotina de um tratamento. Gostei da primeira consulta e fiquei feliz por Júlia ter gostado também. Como ela sempre foi muito comunicativa não teve o menor problema em conversar abertamente com a psicóloga.

        Ela já fez algumas sessões, mas, estou convencida de que em nosso caso, a presença de uma psicóloga é desnecessária... Até porque, assim que as aulas recomeçaram, como era esperado, ela voltou a se comportar como antes, e paramos de ter problemas com ela no que se refere à presença da irmã.

        Não sei se escolhi a profissional errada ou se eu como mãe basto como psicóloga da minha filha...vamos ver!!!

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